Logo na introdução do livro eu encontro com uma figura já muito conhecida das aulas de literatura, Alfredo Bosi: "A morte é um acontecimento irrealizável em nossa mente, pois a consciência não pode apreender o momento em que nada vai assediá-la e (quem sabe?) suprimi-la. Foi o existencialismo agônico de Heidegger e do primeiro Sartre que nos abriu os olhos para o que a palavra trágica já chamara o limite da 'nossa involuntária jornada sobre a terra'. O ser-aqui é o ser-para-a-morte."
Mas vou colocar um dos poemas, um dos que eu mais gostei:
Choro uma outra solidão
Choro soledades dos que ficam,
com olhos cansados de tanta luz,
desfazendo o enigma de viver.
Choro o horizonte que nos impede ver
o mistério de nos tornar leve fumaça
impossibilitando valorizar o que fomos.
Choro a cor do último poente
perseguindo lembranças entre sombras,
ancorado sozinho perante a morte lacrimejante.
Choro a saudade do tempo que passa
portador de sinais secretos na face,
impossíveis de palpar seus traços.
Choro por causa de ficar só,
na intensidade do último vôo
apesar do impulso de me salvar.
CARNER, Joan Reventós i. Os anjos não sabem velar os mortos. São Paulo: Paralaxe, 2008. 1ª edição.p. 103.
2 comentários:
Oi Vivian! eh o Rodrigo aqui! entao, nao li tudo por que vcs da letras sao pessoas muito chatas! brincadeira haha, eh q metade dos meus amigos é da letras, a outra metade é da engenharia, e eu como arquiteto sou obrigado a zoar engenheiros, e pra nao ser injusto, zoo o resto,,, entao, mas quando bati o olho no nome Alfredo Bosi, imediatamente pensei no arquiteto Aldo Rossi hahauhahu que é um grande crítico de arquitetura!
soh comentei pra encher o saco msm... bjus
[ecoando dentro da minha cabeça] "o enigma de viver"
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