quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Quando o amor dói...

Você percebe o lado ruim de ser um ser humano.
Porque as pessoas mão conseguem viver sem nunca ter amado. Mesmo que cada vez mais seja magoada, não existe um fim pra quem ama. Mesmo que as dores continuem, você resolve insistir, e fica com raiva, aquela raiva que demora pra se deixar transparecer como tristeza, porque no começo é só uma dorzinha no ego (é mais fácil assim), e antes fosse só isso.
A pior fase da dor de amor é pensar: será que eu sou aquele que ama mais? O amor não deveria ser uma disputa (o irônico é que venceria quem tivesse menos) e por mais que doa, melhor estar longe de quem te faz sofrer, porque ninguém aprende com a dor, dizem que sim, mas nem pensam que amar vai além disso, e quando a gente menos percebe esquece de todas lições aprendidas, e por melhor e mais clichê eu deveria dizer que com o coração não há lição, mas todos merecem ser felizes.
Eu não queria que esse post fosse triste, mas é como um diário, coisas as vezes devem ser escritas, porque é assim que eu me sinto bem.
Alerta: Essa é apenas mais uma reflexão pra mim e (especialmente) pra muita gente.
E eu preciso dizer que o amor é uma coisa boa e eu quero amar pra sempre, e ele deve ser assim, bom (quentinho e gentil).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Calor, calor e mais calor

Cansei.
E nesses dias que eu penso, quero mudar de país. O único momento em que o sol me deixa feliz é no inverno, com um vento gelado na minha cara.
Estou esperando mais chuva, mas parece que nem toda chuva do mundo é capaz de levar embora esse tempo grudento, que as pessoas insistem em dizer que é lindo.
Eu sei o quanto eu falo de tempo por aqui, mas eu preciso desabafar meu ódio pelo calor!! Acho que eu gosto tanto de meteorologia (checo todo dia), que sem querer fui fazer a língua que mais fala dela, o Francês e Il fait très chaud, Je suis fatiguée...


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A morte

Essa semana foi bem confusa, eu dei graças a deus que acabou. Mas agora estou numa pausa de um trabalho que do nada eu descobri o quanto pode ser divertido: Diário de leitura, ou melhor, journal de lecture. O intuito desse trabalho é trazer as nossas experiências pra dentro da leitura de uma obra ou parte dela, no caso, A aventura das línguas do ocidente, de Henriette Walter. Eu me lembrei de quando eu recebi um livro em catalão depois de uma apresentação do coral na estréia desse livro e ele era sobre a morte (poemas de Joan Rentós i Carner, Os anjos não sabem velar os mortos), tema que todos tem muita curiosidade em conhecer, muitos pensam que sabem, mas poucos se aventuram de fato, porque soa complicado demais, "dark" demais ou inaceitável demais.
Logo na introdução do livro eu encontro com uma figura já muito conhecida das aulas de literatura, Alfredo Bosi: "A morte é um acontecimento irrealizável em nossa mente, pois a consciência não pode apreender o momento em que nada vai assediá-la e (quem sabe?) suprimi-la. Foi o existencialismo agônico de Heidegger e do primeiro Sartre que nos abriu os olhos para o que a palavra trágica já chamara o limite da 'nossa involuntária jornada sobre a terra'. O ser-aqui é o ser-para-a-morte."
Mas vou colocar um dos poemas, um dos que eu mais gostei:
Choro uma outra solidão
Choro soledades dos que ficam,
com olhos cansados de tanta luz,
desfazendo o enigma de viver.

Choro o horizonte que nos impede ver
o mistério de nos tornar leve fumaça
impossibilitando valorizar o que fomos.

Choro a cor do último poente
perseguindo lembranças entre sombras,
ancorado sozinho perante a morte lacrimejante.

Choro a saudade do tempo que passa
portador de sinais secretos na face,
impossíveis de palpar seus traços.

Choro por causa de ficar só,
na intensidade do último vôo
apesar do impulso de me salvar.

CARNER, Joan Reventós i. Os anjos não sabem velar os mortos. São Paulo: Paralaxe, 2008. 1ª edição.p. 103.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Queria que as pessoas vissem o mundo como eu vejo...

pelo menos por alguns minutos.

Não sei o que acontece no meu cérebro, ou melhor, com os meus olhos, talvez seja efeito da miopia e a minha falta de vontade em colocar os óculos, em um segundo as coisas se transformam, e são momentos bem simples e rápidos, que se permanecessem na minha mente, seriam transformados em belos desenhos. De algum jeito eles ficam, mas impossíveis de serem reproduzidos.
Algumas coisas ficam assustadoras nos meus olhos, mas muito poucas, na maioria das vezes são coisas bem cotidianas e bobas que se transformam em coisas bonitinhas e na maioria das vezes engraçada. Hoje voltando pra casa eu vi um homem de chapéu e barba, preto e branco, que mais parecia filme dos três patetas, mas um segundo depois eu vi que na realidade era só um homem de costas vestindo preto e branco, com um boné comum e uma gola...
Os sacos de lixo geralmente são as melhores transformações, já vi uma cena de quadro com uma velhinha e seu cãozinho num desses. Paredes descascadas ganham rostos e formas maravilhosas. Mas a mais duradoura das imagens (literalmente) foi um casal se beijando com os cabelos da moça se movimento com o vento, parecia algum tipo de parede pintada, dessas que a gente encontra em São Paulo, só depois de um tempo (um mês pra ser mais exata) vendo o lugar de novo, eu descobri que era o efeito da noite, com uma parede descascada e uma árvore pequena encostada na parede...
Talvez as coisas possam ter outras formas dentro delas, e talvez sejam milésimos de segundo que ninguém consegue nem sequer perceber, ou talvez eu deva apenas usar óculos xD
Mas até que eu gosto das coisas que eu vejo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Como o tempo passa...

Olha só!! já acabou até a novela da Índia lá...
Acho que esse post é só um daqueles momentos que a gente para pra pensar em tudo, principalmente quando a gente passa por uma bagunçada mini semana cheia de eventos e coisas pra fazer e eles passam por você como um turbilhão, como prender a respiração por um longo tempo e soltar depois ofegante.
Algumas coisas do passado são muito dificeis de serem apagadas e outras simplesmente não podem ser, e é o que acontece na maioria das vezes comigo, mas quando foi que eu parei de ouvir aquela música? Desde quando eu não leio mais nada sobre aquele assunto? Quando foi que eu parei de ver aquelas pessoas? Como tudo isso aconteceu tão rápido? Eu ainda não sei se tudo correu rápido por mim ou se só agora isso está acontecendo, talvez eu só seja lenta pra perceber.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Preocupar-se

A preocupação é um sentimento que chega e nem pede autorização, entra desavisada pela sua porta e não te deixa dormir em paz. Às vezes eu queria me abstrair e deixar passar qualquer pensamento que me desagrade, como eu consigo fazer desaparecer uma música ruim da minha cabeça, mas às vezes é necessário resolver os problemas e deixar com que cada minúsculo fato da vida te dê uma nova visão de mundo, e uma pequena esperança.

domingo, 23 de agosto de 2009

Ganhando um livro

É uma sensação muito boa, meio que dificil de dizer porquê, mas você pega nele, abre e parece que tem um gosto diferente de leitura, uma vontade de ler inteirinho naquele instante, ignorando o tempo ou lugar, no fundo você sabe que tem que ir embora, pra casa e fazer suas lições da faculdade e ler mais outros livros que não é aquele, mas é tão dificil. Você sobe no ônibus e começa a folhear, vai pelas primeira páginas, lê dedicatória, prefácio, não querendo deixar de lado nenhuma palavra, começa logo o ínicio e olha em volta "acho que já vou chegar em casa..." mas continua até a última esquina possivel, fecha, abre a porta de entrada, deixa sobre a cômoda e vai fazer seus afazeres. Quando você arranja um tempinho volta a pegar nele e pensa: "olha só aquele livro", a leitura continua...

E falando em livros, quero deixar aqui um poema da amiga e futura famosa escritora Monique Prevedel que teve hoje o lançamento do livro no qual faz parte: Ávida espingarda.

Alívio

Ai que estas palavras,
Quando adquirem sentido
Entre o suor de rimas lavradas
E a dor de um sentimento transmitido
Dão-me, de repente, a aliviante transparência
Como o tirar dos sapatos,
com urgência.